Coluna do Arisi

Érico e Luis Fernando revelaram aos  gaúchos quem somos, com o talento dos grandes escritores e o humor dos cronistas do cotidiano. Tive o privilégio de conhecer os dois, ao longo de vários anos. Uma vez fui à casa de Érico para pedir sua autorização para filmar “Um Certo Capitão Rodrigo”, pelo Roberto Farias, que alcançara grande sucesso com o filme “Assalto ao Trem Pagador”. Érico então me narrou um episódio que ele omitiu da edição do livro, mas que ficaria melhor num filme. O Capitão Rodrigo, numa das muitas batalhas em que se meteu, se infiltra, à noite, no acampamento inimigo e rouba um cavalo, saindo em louca disparada. A versão cinematográfica acabou sendo feita com o Tarcísio Meira, a quem contei mais esta aventura de Rodrigo Cambará. Érico me chamava de primo, só porque contei a ele que minha avó, Horizontina Annas, era de Cruz Alta e um Veríssimo era casado com uma Annes. Luis Fernando, apesar de tímido e fama de retraído, foi sempre muito simpático e afável. O Rio Grande do Sul deve a eles a gratidão de ter sido por eles biografado e retratado com um extraordinário talento e amor por sua terra natal. 

Luis Fernando Verissimo e ao fundo a foto do pai, Erico Verissimo – Arquivo: Estadão Conteúdo

paulo.arisi@gmail.com

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