Coluna do Arisi

Em conversa com um amigo religioso, ele me perguntou, como eu reagiria, sendo ateu, após morrer, descobrir que Deus existe e há vida após a morte. Respondi que nada me deixaria mais feliz, em descobrir que eu estava errado. Já imaginou a minha alegria em poder abraçar minha mãe, meu pai, irmãos e minha avó e a tia Serena, todos religiosos e a quem devo minha vida e carinho. Seria possível encontrar o Leon Tolstói e aprender a escrever um “Guerra e Paz” e levar um exemplar para ele autografar. Quero encontrar o Machado de Assis, o Scott Fitzgerald e continuar uma conversa com o Érico Veríssimo sobre o Capitão Rodrigo Cambará. Quero entrevistar o Stanley Kubrick, o Billy Wilder e o Federico Fellini. Cantar umas canções com o Frank Sinatra e o Matt Monro, com quem bebi conhaque em 1968. Ouvir o Kant conversando com o Hume, sobre dogmatismo e filosofia. Ali está Beethoven e Mozart falando com o Wagner. Shoppenhauer e Greta Garbo sós, em seu paraíso particular. Quero beijar a Audrey Hepburn, a Ava Gardner, a Natalie Wood e a Jean Seberg, dançar com a Cyd Charisse e elogiar suas lindas pernas. Participar de cursos do Platão, caminhando pelas veredas celestiais e ensinando que o mundo idealizado é verdadeiro.

paulo.arisi@gmail.com


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