Coluna do Arisi
Casar ou não casar, eis a questão, decisiva na vida de todos, homens e mulheres, numa sociedade em constante mudança, complexa e desafiadora. Mas, se não casar, como saber como seria, se tivesse casado com aquela linda primeira namorada(o). É uma loteria. Você pode ganhar uma Megasena, principalmente se ela, ou ele, é único herdeiro de um pai multimilionário, como o primeiro ministro da Inglaterra, o Rushi Sunak, que casou com a filha do homem mais rico da Índia, o país das castas. Nada mais lindo do que o jovem casal apaixonado, que constitui uma família com muitos filhos, e que foram felizes para sempre, como num filme romântico. Outros casam e nada dá certo. Sou de um tempo em que, após um longo namoro e noivado, os jovens casavam virgens. Elas principalmente, num planeta distante no tempo e na moral. Há os que casam várias vezes, num tentativa de achar o par certo. Há os beija-flores, que amam todas as flores do Jardim das Delícias. Sou dos que amam todas as mulheres lindas do mundo, desde sempre. Para um amor dar certo é fundamental amar a vida, amar o amor e uma colossal dose de paciência e tolerância. Você vai conviver com outra pessoa, de outro sexo, de outro planeta, que será mãe ou pai de seus filhos. Incrível ! Alguns homens e mulheres nasceram para casar e procriar. Outros, desde muito cedo, se mostram irredutíveis solteirões e solteironas, sem a mínima vocação para formar família, ter filhos. A perpetuação da espécie está ficando cada vez mais difícil. Se um casal tem um só filho, ela diminui. Se tiverem dois, ela permanece estável. Mais de dois, a população aumenta. Minha querida bisavó, Dona Virgilia, casou com 16 anos, teve 14 filhos e viveu até os 102 anos. Nunca ficou estressada com nada e, contava meu avô, nunca soube o que era ansiedade. Adorava festas e perguntava aos netos e bisnetos se tinham namoradas bonitas. O marido americano, preocupado com tudo, morreu cedo e ela espalhou os Canfield pelo Brasil. Um casamento que seguiu o “ide e multiplicai-vos”.

Deixe um comentário