Coluna do Arisi

Dois filmes clássicos de Giuliano Montaldo, o notável diretor Italiano que morreu aos 93 anos, em Roma, relatam dois casos históricos de injustiça e perversidade, em épocas tenebrosas de perseguições religiosas e políticas. Poucas vezes o cinema foi tão corajoso em revelar o lado escuro da História.

GIORDANO BRUNO – o mais importante filósofo do século XVI, foi queimado vivo, por ordem do Papa Clemente VIII, no dia 17 de Fevereiro de 1600, no Campo dei Fiori, perto do Vaticano, onde é reverenciado diante de sua estátua, como um dos homen mais inteligentes e sábios da História. Para ele o Universo era infinito com muitos sóis e planetas como a Terra. Foi padre dominicano e teólogo com uma visão muito própria de Deus e dos humanos. Qualquer cientista ou pessoa culta de nosso tempo que viajasse no tempo e fosse para Roma daquela época seria queimado vivo.

SACCO E VANZETTI – os jovens italianos condenados à cadeira elétrica, por um crime que não cometeram, expôs a intolerância, racismo e perversidade da justiça e da sociedade americana. Em  23 de agosto de 1927 foram executados em Massachusetts. Eram operários estrangeiros, socialistas, anarquistas, numa sociedade capitalista em crise, próxima da grande Depressão e Quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929. Um mundo demente. 

paulo.arisi@gmail.com


Deixe um comentário