Coluna do Arisi
Foi na Califórnia que o cinema edificou sua Meca mundial. Após os irmãos Lumiére exibirem comercialmente o primeiro filme da História: “Chegada de um trem na gare de Ciotat”, na Paris de 1885, o cinema deslanchou. D.W. Griffith filmou em Hollywood “In Old California”, em 1910, iniciando a indústria cinematográfica — como Ford criou a linha de montagem na indústria automobilística — para a produção em massa. Foi um estouro ! Mudo até 1928, o cinema atraiu diretores, escritores e artistas para um novo mundo do entretenimento humano no século 20. A década de 1930 foi a Era de Ouro do cinema. O que pouco se comenta é a importância de grandes escritores no cinema. Além de filmar grandes obras da literatura, o cinema atraiu notáveis escritores para adaptar livros e escrever roteiros originais de filmes. De Ernest Hemingway: “Adeus às Armas”, a Margaret Mitchel: “E o Vento Levou”, clássicos da literatura viraram filmes, como “Guerra e Paz” de Tolstoi, “Madame Bovary” de Gustave Flaubert. Um escritor californiano, vencedor do Nobel de Literatura de 1963, é o mais emblemático da literatura no cinema. John Steinbeck escreveu as “Vinhas da Ira”, que virou uma obra prima de John Ford e “Vidas Amargas”, filmado por Elia Kazan. Além de outros livros, escreveu 17 roteiros de filmes famosos, como “Um Barco e 9 Destinos”, de Hitchcock e “Viva Zapata”, de Elia Kazan, com Marlon Brando inesquecível. Steinbeck nasceu em Salinas e lá ambientou ” A Leste do Eden” (Vidas Amargas). Foi o grande escritor da injustiça social americana e da tragédia dos agricultores pobres durante a Depressão econômica pós 1929. O cinema como arte deve muito aos gênios da Literatura.
The End.



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