Coluna do Arisi
“Amanhã Será Tarde Demais” (Domani è troppo tardi), filme italiano de Léonide Moguy, estreiou no Brasil, em 1950. Eu tinha 13 anos e sai do cinema apaixonado para sempre pela jovem estrela do filme. Eu e o mundo nos apaixonamos por Pier Angeli, que ainda era Anna Maria Pierangeli. Em 1951, uma sequência: “Amanhã Será um Outro Dia” (Domani è un Altro Giorno) e a consagração de Pier Angeli, contratada pela Metro Goldwyin Mayer. Infelizmente ela aceitou o convite para ser estrela em Hollywood. Nasceu em 19 de Junho de 1932 e morreu, aos 39 anos, em 10 de setembro de 1971. Chorei como se ela fosse minha namorada. Em 1957 o cantor Vic Damone, casado com Pier Angeli na época, se apresentou no Cinema Cacique, em Porto Alegre. Após o show fui cumprimenta-lo no palco e pedi a ele que desse um beijo em sua mulher por mim. Ele riu muito e prometeu beija-la por mim. Inesquecível sua atuação ao lado de Kirk Douglas, em “A História de Três Amores”, de 1953. Ela foi o grande amor de James Dean, antes de casar com Vic Damone. Trabalhou em “O Cálice Sagrado”, com Paul Newman, em seu primeiro filme. Linda e suave como uma orquídea rara, foi num sopro de naturalidade e pura beleza, em Hollywood. Mas infeliz. Deveria ter ficado na Itália, no momento em que o cinema italiano viveu seus anos dourados e foi o melhor do mundo, com Rosselini, De Sica, Fellini, Visconti, Scola, Monicelli e tantos outros cineastas produzindo suas obras primas. Ainda amo Pier Angeli.

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