Coluna do Arisi

Em “A Tempestade”, William Shakespeare, nos legou uma de suas mais emblemática frases, dita pelo notável Próspero para sua filha Miranda: “Tal como o grosseiro substrato desta vista, as torres que se elevam para as nuvens, os palácios altivos, as igrejas majestosas, o próprio globo imenso, com tudo o que contém, hão de sumir-se, como se deu com essa visão tênue, sem deixarem vestígio. Nós somos feitos da matéria de que são feitos os sonhos; nossa vida pequenina é cercada pelo sono”. “O sonho é a estrada real que nos conduz ao inconsciente”, afirmou Sigmund Freud, três séculos mais tarde, em “A Interpretação dos Sonhos”. Sonhamos acordados nossos desejos e esperanças, sonhamos dormindo a realização disfarçada de nossos desejos mais profundos. Sonhar é o que nos resta, quando a realidade não corresponde aos nossos sonhos.  

paulo.arisi@gmail.com


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