De Bento a Sacramento

DIPLOMACIA EFETIVA 1

Logo após o ataque do Hamas no dia 7, o presidente Biden dos EUA declarou apoio total à Israel, condenou fortemente o ataque, visitou o país, se encontrou com vítimas e familiares demonstrando solidariedade. Biden é mais popular em Israel do que no seu próprio país.

O presidente Lula também condenou o ataque do Hamas, mas no mesmo momento também critica a atuação de Israel, no presente e no passado.

Agora que estamos na segunda fase, a vez de Israel “dar o troco”, Biden já não nem fala mais do Hamas, seu foco é pedir a Israel que pensem nas consequências das suas ações, que não deixem de considerar os palestinos civis que vivem em Gaza, que deixem ajuda humanitária entrar em Gaza, etc. Enquanto Lula diz que Israel está agindo de forma insana.

Os dois podem estar falando a verdade, nem vou entrar nessa discussão (ainda), mas fica a pergunta: quem terá mais influência sobre Israel?

DIPLOMACIA EFETIVA 2

Lula continua elogiando Maduro, afirma que democracia existe na Venezuela. Afinal, democracia é relativa. Até elogiou a situação no país, que tem mais eleições do que no Brasil. Chegou a insinuar que a situação na Venezuela é boa, o problema seria apenas uma falsa narrativa criada pelos inimigos do Maduro. A dica que o Lula deu para o Maduro seria trocar a narrativa. E pronto, o problema estaria resolvido.

Biden negociou com Maduro, tira a sanções e libera venda de petróleo (e os EUA se beneficiam também, principalmente com a questão do petróleo Russo), se Maduro permitir eleições livres, limpas e justas. E isso inclui permitir que a oposição possa participar, e que não seja participar de dentro da cadeia (isso deveria ficar apenas para o Trump).

Qual diplomacia está dando mais resultados? 

paganin@gmail.com


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