De Bento a Sacramento
O voto dos Estados Unidos contra a proposta do Brasil sobre a Guerra Israel / Hamas, na ONU, foi uma derrota diplomática para o Brasil, que não conseguiu unanimidade numa questão básica. Os EUA vetaram a resolução porque queriam que incluíssem no texto que Israel tem o direito de se defender, simples assim. O Brasil não conseguiu convencer os outros países de adicionar essa parte, e nem conseguiu convencer os EUA que não seria necessário incluir. Bom, depois de passar pano para o Putin em respeito à Guerra na Ucrânia, vai ser difícil o Governo Lula conseguir quaisquer concessões do Governo Americano. A intransigência americana em proteger o Estado de Israel, foi o que impediu a aniquilação de Israel em 1948, 1956, 1967, 1973, 1982, 2006, e desde então, toda a vez que há uma revolta dos Palestinos (sim, e eles têm razão de se revoltar). A participação dos EUA é o que está bloqueando a entrada do Irã nesse conflito, e de outros países Árabes. Garantida a sobrevivência de Israel, o próximo passo de Biden e Blinken (seu Ministro das Relações Exteriores) é trabalhar numa pausa humanitária, resgate dos reféns e a busca pela paz. A explosão em frente ao Hospital de Gaza, que tudo indica foi causada por um míssil do Jihad Islâmica de Gaza que falhou e acabou caindo no estacionamento do hospital, também explodiu as intenções de mediação de Joe Biden, que iria se encontrar com líderes Árabes. O mundo, em suspense, aguarda algum ato de bom senso por parte de todas as nações do mundo, ou pelo menos de algumas…
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