Coluna do Arisi
Um furacão passou pela música do Brasil de 1960 a 1982. Desde seus 15 anos até sua morte, antes de completar 37 anos, Elis Regina foi a maior estrela viva da música brasileira. Foi num show da cantora americana Brenda Lee, no cinema Imperial em Porto Alegre, que o talento de Elis foi notado pelo empresário da estrela americana, que estava a meu lado no palco, quando Elis abriu o espetáculo, como convidada. Após sua apresentação eu contei para ela sobre os elogios que tinha recebido. Elis abriu aquele sorrisão todo seu, como se tivesse certeza de seu talento. Algum tempo depois ela foi se despedir de nós, no Departamento de Promoções do Diário de Noticias, onde eu atuava com o Flávio Carneiro, o chargista Sampaulo e o Brunelli. Só fui rever Elis, no Rio de Janeiro, em 1969, quando ela começava sua carreira para o topo do estrelato. Como poderia imaginar que aquela guria do Clube do Guri, da Rádio Farroupilha, seria um dia a maior cantora do Brasil. Seus duetos com Jair Rodrigues e sua arrebatadora interpretação de “Águas de Março”, com Tom Jobim, nosso maior compositor, foi o momento mais glorioso da História da música brasileira.
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