Coluna do Arisi
“De gosto e cores não se discute”, nem de amores ou qualquer preferência pessoal. Aprendi isso muito cedo, com minha mãe. Conversar sobre diferentes gostos e opiniões, entre amigos numa mesa de café, é motivo de muita diversão e risadas. Outra coisa são discussões gratuitas, até constrangedoras, sobre preferências, ditas à sério, capazes de acabar com amizades. Levar em conta o gosto dos outros se torna um problema quando se quer dar um presente a um amigo ou familiar, como um livro, uma música, uma pintura ou até um filme, em DVD. Um amigo me enviou um video de um filme com Fred Astaire e Rita Hayworth dançando um bolero e colorizado. Um remake cafona e falso de um musical clássico. Respondi que aquilo era um atentado à arte cinematográfica. E já recebi um vídeo da orquestra chatíssima do Ray Conniff. Também detesto música sertaneja e gauchesca, entre muitas outras. Quase ganhei cantorias da Adele e da Céline Dion, insuportáveis, como o intragável Tom Jones e praticamente todos os cantores atuais. Gosto de raríssimas cantoras e cantores e pouquíssimas músicas. Sou um chato de galocha, mas que sai dançando quando ouve a Delilah Montagu cantar “Next to Me” ou “You give me Something” do James Morrison; “Goodbye Girl” da Rumer ou “As Long as You Love me”, pelos Backstreet Boys. Para não pensarem que só ouço Frank Sinatra, Matt Monro e os Beatles. Eu gostava de ver e ouvir o Jair Rodrigues cantar com minha amiga Elis Regina, mas ai é outra crônica, sobre música brasileira.
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