Coluna do Arisi

As pessoas imaginam os governos muito mais poderosos e organizados do que realmente são. Alguém poderia imaginar que uma turba de gente maluca poderia invadir o Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em sessão para confirmar a eleição de um presidente da República, matar guardas e promover um quebra-quebra, sem policiais ou militares para contê-los ? Dois anos após, o mesmo aconteceria em Brasília ? Quem poderia prever que o exército americano seria expulso do Vietnam, numa debandada desabrida, fugindo pelo telhado, como amante de comédia pastelão? Como alguém poderia supor que o exército da Rússia não conseguiria vencer uma guerra de invasão à Ucrânia ? E que, para lutar no front, contrataria um exército de mercenários comandado por dono de restaurante ? Os países mais poderosos do mundo, com arsenais de centenas de bombas atômicas, são incapazes de pequenas ações, que demandam apenas uma força policial ou um comando competente de tropa militar convencional. Em todas estas ocasiões acima citadas e muitas outras similares, descobre-se que o poder do Estado da nação potência estava nu. 

paulo.arisi@gmail.com


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